Cachorro

Entenda a forma correta de alimentar seus pets

Essa semana, os pets estão em pauta! No ano passado, explicamos as diferenças entre a ração caseira e a industrializada, e falamos sobre a composição correta de cada uma delas para o bom desenvolvimento dos animais (se vocês não leram, é só clicar aqui). Mas, além da qualidade da comida, a forma como os animais são alimentados diz muito sobre a saúde deles.

Uma situação comum, que acontece frequentemente com os pais de quatro patas de primeira viagem, é querer alimentar seus animais como a si mesmos. O ser humano come sempre que está com fome. Mas, o organismo dos cães e gatos funciona de maneira diferente. “O animal se acostuma com as regras de seus donos. Se dermos comida sempre que ele pedir, acabará ingerindo mais alimento do que o necessário e engordando. O correto é manter uma rotina na alimentação, e nos intervalos dar petiscos”, explicou a veterinária Rafaela Fialho. Ela também deu dicas sobre a quantidade de comida ideal para cada fase dos animais. Olhem só:

 

FILHOTES

Fracionar a refeição diária em três porções, devido ao crescimento e ao gasto energético dos animais nessa fase da vida.

ADULTOS

Fracionar a refeição diária em duas porções ou dar somente uma vez ao dia, dependendo do gasto energético do animal.

 

Já entendemos que a alimentação tem uma relação direta com as condições dos nossos pets. É por ela que os donos podem observar o desenvolvimento e a saúde de seus bichinhos, por isso muitos correm para o veterinário quando o animal passa a comer menos do que o habitual. Mas, e quando ele come mais do que está acostumado? “Esse comportamento também é um alerta. Quando o animal come muito, pode ficar obeso e desenvolver uma série de doenças. E a alimentação excessiva, associada a outros sintomas como beber muita água, urinar muitas vezes e perder ou ganhar peso rápido, pode estar relacionada ao diabetes ou ao hiperadrenocorticismo. É preciso investigar os casos”, orienta.

Petiscos entram na dieta? Não. “São lanches extras para recompensar o pet por um comportamento correto. A quantidade é sempre a mínima possível”, diz a veterinária, que defende a alimentação natural para cães e gatos porque não contém aditivos, saborizantes artificiais e conservantes.

E para quem tem coração mole e fica sensibilizado com a carinha de “me dá um pedacinho?” que os animais sempre fazem, aqui vai uma lista de alimentos que eles não podem comer DE JEITO NENHUM. Com motivos. Para que todos pensem duas vezes antes de alimentar os bichinhos de forma errada.

 

Chocolate – contém teobromina, que não é metabolizada pelo cão;

Linhaça crua – contém ácido erúcico, que pode causar intoxicação;

Macadâmia – contém toxinas que podem afetar o sistema nervoso e muscular, causando até paralisia;

Uvas e uvas passas – contém toxinas que podem afetar os rins dos cães, causando até insuficiência renal aguda;

Cebola e alho – dependendo de suas concentrações, podem causar anemia (aqui, é interessante consultar um veterinário, que pode ou não liberar a ingestão desses alimentos);

Noz moscada – pode causa tremores e danos no sistema nervoso central;

Carambola – pode causar salivação intensa, fraqueza, sangue na urina e até falência renal.

 

O assunto é mais sério do que vocês pensavam, não é mesmo? A alimentação dos pets merece muita atenção. Afinal, ninguém conhece tanto os nossos bichinhos quanto nós mesmos. Vamos cuidar melhor deles!

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